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Educação Ambiental por Iára Reinke

 Por que precisamos de educação relativa ao meio ambiente?

 

Como educadora ambiental, meu principal objetivo é sensibilizar. O foco é “pensar globalmente e agir localmente”. Acredito que a ESCOLA seja um centro de transformação social, desde que os professores e a comunidade escolar sejam sensibilizados e formados para uma visão multidisciplinar a respeito da questão ambiental. E mais ainda, que essa escola possa romper seus próprios muros, chegar à comunidade em seu entorno num processo que chamamos de transdisciplinaridade, ou seja, uma educação que estimule uma nova compreensão da realidade, articulando elementos que passam entre, além e através das disciplinas, tangenciando o modo de vida, resgatando e/ou reconstruindo a cultura local.


Apresento abaixo uma experiência que atesta a eficiência dessa visão articulada e transdisciplinar.

 

 

 

Links de projetos

Case: Município de Presidente Castello Branco
Uma  experiência sistêmica em educação para a sustentabilidade
     

A solicitação de um projeto de educação para a sustentabilidade partiu do então secretário de turismo do município em 2008, Claudio Sartori, hoje Prefeito. Ele percebia o potencial do município para o turismo, especialmente as águas termais e um poço profundo, aberto no Município, naquela época. Com isso, surgiu a necessidade de um trabalho de sensibilização da população com relação à valorização e preservação ambiental.

O projeto iniciou com a formação de professores, em educação para a sustentabilidade e, a partir deles, da escola e dos alunos, chegou-se às comunidades.

Um grande debate se fez em todo o município. A escola trabalhava os conhecimentos, valores, atitudes e competências. Reuniões eram marcadas em cada comunidade, e a população comparecia intensamente, em parte porque seus pequenos, filhos e netos, faziam apresentações artísticas relativas às questões ambientais enquanto os jovens preparados na escola,  realizavam as palestras. Nestes encontros, trabalhamos com técnicas de planejamento participativo, buscando a percepção dos moradores a respeito dos problemas ambientais e das potencialidades em cada comunidade. No resultado entre 11 comunidades rurais e a sede do Município o resultado foi:

O grande problema: o lixo.

O grande potencial: a água.

O grande recurso: as pessoas e sua cultura.

A partir disso, foi desencadeado um processo de discussão e estudos em grupos de jovens, clube de mães e lideranças comunitárias.

A prefeitura priorizou políticas públicas para o trabalho com resíduos, consolidando a coleta seletiva de resíduos e um plano de educação nas escolas e comunidades de conscientização e organização da coleta seletiva. Esse plano consistia na venda dos recicláveis e aplicação dos recursos obtidos, direcionados para a compra de climatizadores para as salas de aula, adaptações na estrutura das escolas para captação de água da chuva entre outros projetos que foram se desenvolvendo, através da continuidade da formação de professores. Cada escola municipal desenvolve uma linha de trabalho, que compartilha com a comunidade do entorno.

As experiências desenvolvidas pelas escolas estão relatadas nos blogs (link ao lado). São projetos de hortas permaculturais, agroecologia, ervas medicinais, pomar ecológico, resgate de brinquedos e brincadeiras e produtos de limpeza biodegradáveis.

 

Veja os links das escolas e comunidades e conheça mais desse trabalho.

Essas escolas receberam prêmios de educação ambiental da Epagri e do Ministério do Meio Ambiente.

 

 

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